16 Setembro 2008

Miséria humana...ou as forças humanas resistentes...




Há uns posts atrás mencionei uma produção "vídeo" - premiada - sobre a pobreza Hong Kongiana.
Voltei a ouvir sobre o assunto no programa "Viver no céu" do canal Odisseia.


...100 dólares por mês para viver numa gaiola....

13 Agosto 2008

De fora....

(imagem retirada do algumas-vezes-muito-engraçado foundshit.com)


Estou a ler....com entusiasmo....
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09 Agosto 2008

Conseguir o impossível nesta terra (e às vezes falhar, mas com isso crescer)....Entrevista a Vitor Silva Tavares




Graças ao blogue O funcionário cansado consegui ter uma melhor perspectiva do que "passou e passa pela cabeça" de Vitor Silva Tavares na condução da (sua) editora &etc. Apesar de não o conhecer pessoalmente, pela forma como conduz essa inegável dedicação à Literatura - abnegada dedicação, reforce-se com justiça -, tenho por ele uma profunda admiração.

Na entrevista, dada a uma equipa de um revista que irá (iria?) arrancar, surgiu este comentário-conselho, que soou admirável. Ao explicar à entrevistadora a orientação da editora ao longo dos anos diz : "tenha direito ao defeito. há desaires que são muito melhores para nós do que as vitórias, pá. Mais, aprendemos muito mais, até a sermos mais pessoas".

Vejam a entrevista: vale bem a pena.

No site centrodeartes.com podem visualizar as capas de todas (?) as edições da &etc.

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08 Agosto 2008

"O tom" de Jacques Roubaud




Está assente que a tonalidade será sinistra
Ou então tratar-se-á directamente de outra coisa
No registo lírico, elegíaco, o horror atingirá o
cúmulo metricamente (morte métrica). ou então
pela disjunção e pela suspensão.
Pelo menos se se escuta, ou se lê, até esse ponto
É conveniente atermo-nos aos géneros previstos:
evocação, imprecação, futuro perfeito: rituais.
Há assim gerações de sentimentos disponíveis de
que não sei servir-me
Estou perante as palavras descontente
Durante muito tempo nem pude acercar-me delas
Agora, ouço-as e escarro-as.


ROUBAUD, Jacques, "O tom", in Sud-Express: poesia francesa de hoje, trad. Urbano Tavares Rodrigues, s.l., Relógio D'Água, 2003, pp. 229.

Os espelhos fizeram-se para durar....



No Complexo e Contradição teve-se razão: "porcos" retrata-os muito melhor.

05 Agosto 2008

(1918 - 2008)



Today's Western society has revealed the inequality between the freedom for good deeds and the freedom for evil deeds. A statesman who wants to achieve something highly constructive for his country has to move cautiously and even timidly; thousands of hasty (and irresponsible) critics cling to him at all times; he is constantly rebuffed by parliament and the press. He has to prove that his every step is well founded and absolutely flawless. Indeed, an outstanding, truly great person who has unusual and unexpected initiatives in mind does not get any chance to assert himself; dozens of traps will be set for him from the beginning. Thus mediocrity triumphs under the guise of democratic restraints.


Discurso de Alexander Solzhenitsyn em Harvard, 1978.

01 Agosto 2008

Estocadita?



Parece-me que a intervenção do Exmo Sr Presidente da República abalou as dissenções internas do PS ainda mais do que se poderia calcular. Realmente é muito mais discreto e democrático do que pura e simplesmente mandar cessar um Governo eleito. Não é por nada que foi duas vezes Primeiro-Ministro...

Animem-se.....





Hoje em dia muitas das discussões têm a ver com a crise: económica, social ou privada. Corre mundo essa maleita, e em várias matérias. Mas as maiores moças estão sempre na área da Cultura. Quando se pretende cortar despesa é complicado medir os prós e os contras desta ou daquela rubrica. Mas as que normalmente sentem mais, ou mais imediatamente, são as mais susceptíveis de serem consideradas como supérfluas, apesar de tal sentimento ser sustentado, sem grandes alvoroços, pela própria sociedade massificada e consumista. O que estupidifica ou mais responsabilidades tira ao comum cidadão - talvez o que faz transportar para uma vivência fácil e que o lidera, tirando-lhe esse fardo dos ombros - é o que, por outro lado, é entendido como precioso. Para quê perder tempo a ganhar competências quando se pode ficar agarrado às Telenovelas ("ah, mas o s actores até são bons actores" - oiço à décadas ser proferido por várias [sim, elas!] agarradas), "Danças Comigo" ou com aquele-que-recebe-assim-marketing-grátis-em-part-time-pago-com-os-nossos-impostos ou tretas de espécie variada....Línguas, cultura, conceitos filosóficos, enciclopedismo, desporto (o empírico!), conhecimentos informáticos, e demais conhecimentos são para pôr de lado. Ficam perdidos como hipóteses de um passado que poderia ter sido se os nossos pais nos tivessem feito isto o aquilo, se o Governo à 30 anos tivesse legislado desta ou daquela forma, se a professora de matemática soubesse explicar sobre sólidos sem confundir os seus alunos acerca dos lados mais exposto à luz, e por aí adiante. Tudo isto foi já sobejamente debatido e percorrido nas conversas pré-crise: o que restou foi a sensação do cada um por si - vale tudo, sobretudo quanto mais sacana melhor - ou o Estado por todos. Sem crise, com crise mas com Primeiros-Ministros que douram a pílula, ou com crise e com Primeiros-Ministros que se escondem na batata podre, a força interior para desenvolver competências continua muito escondida, inerte ou até incipiente.
Mas e o problema da má oferta da formação? Nas Universidades públicas grassam os casos de notas imerecidas: tanto para cima como para baixo. Grassam os professores que se estão pura e simplesmente a marimbar para a sua verdadeira missão, que não avaliam correctamente os trabalhos (casos gritantes de plágio-de-primeira-entrada-do-Google que não são detectados, só para dar pequenos exemplos) e frequências dos seus alunos, de modo a que se possam dedicar aos seus projectos pessoais e carreiristas. O que se ouve muito é em dar a volta ao professor: quando me dizem isso fico enojado. Um professor deveria ter pejo em detectar fraudes e orientar esses "desconcentrados", em fazer passar eficientemente os conhecimentos aos seus alunos! Depois existem os professores que não conseguem remar contra essa maré facilitadora. Quando é que vão passar a pente fino essas Universidades? Perguntar aos alunos o que realmente se passa minuciosamente?
Só recentemente se tem visto algum empreendedorismo na formação em areas específicas, como literatura....Louvável, mas é muito muito pouco.

Mas este post começou com o sentimento de crise: de facto, ao se cortar drasticamente na Cultura - ao invés de se o fazer no betão - retira-se esperança ao Povo. Cultura, não "circo". Um país onde a agenda cultural é tão fraca como a nossa tem sido - e nesse sentido caminha ainda mais a passos largos - a população não pode ser inspirada a projectar-se...não se concebe como Povo. Povo no que toca a Cultura Nacional. Ser Humano - aquele que face à crise se desembaraça - no que respeita às Ideias Global/Transnacionais. O que é que o betão nos dá? O que vamos ganhar como os 1300 mil milhões de euros que vamos gastar em auto-estradas nos próximos anos? Porque as empresas de construção pagam chorudos impostos? Porque empregam pessoas e sub-contratam outras empresas? Porque algumas pessoas - alguns cidadãos - vão com isso ter um lucro pessoal de milhões ou centenas de milhares? Porque desenvolve o Interior??.....A Cultura educa, forma e dá novas possibilidades às mentalidades e também emprega e sub-contrata...e bem...Lembrem-se que quanto mais se liga o Interior ao Litoral maior é facilidade de desertificação - mas claro, esses dados não importa relevar ao povo. Se calhar o que não dá são os tais milhões a alguns cidadãos...cidadãos milionários com dinheiros públicos. E o que é que o povo faz? Nada ou quase nada, pois nem a mente tem aberta, nem coragem no coração. A História, a Filosofia, a Ética, a Criatividade e as técnicas para a pôr em prática colocariam em causa todo este estado letárgico e subserviente em que vivemos neste País. O cidadão poderia até querer não deixar nas mãos de um punhado de muito bem pagos políticos o futuro deste rectângulo luso....

E este post começou porque me chamaram atenção para a "revolução" que se está a estruturar no sistema de financiamento dos agentes culturais nos EUA: estão-se a virar cada vez mais para o subsídio estatal (federal).

31 Julho 2008

Irritantes e de desconfiar...




A EMEL (Empresa PÚBLICA MUNICIPAL de Estacionamento de Lisboa) teve um saldo de gerência no ano de 2007 de +/- 3 milhões e 200 mil euros. Os seus fiscalizadores estão por todo o lado e são cada vez menos as ruas onde não se encontram parquímetros. Torna-se ainda mais complicado perceber a fraca oferta de transportes públicos em Lisboa. Há qualquer coisa aqui que não bate certo. Não nos parece que os preços exigidos são demasiado altos? Estaremos a ser saqueados em nome de uma pretensa gestão ambiental da urbe lisboeta?


O que faz a câmara municipal com esse lucro? Três milhões de euros bem que permitem melhorar os acessos por transportes públicos a Lisboa...


É preciso determinar isto.

30 Julho 2008

Todos nós precisamos de orientação



O CAM da Fundação Gulbenkian procura estas 3 obras de Amadeu Souza-Cardoso para o Catálogo Raisonné.
O NYTimes exemplifica sobre os hábitos de leitura dos jovens norte-americanos e dos prós e contras da internet (do seu vício, sobretudo)....a bela da fotografia da típica (?) us family é inquietante não é???!
O Times (britiiiish) explica-nos porque a variabilidade da focagem das nossas atenções dão cabo do cérebro. Por isso é que marceneiros, agricultores, sapateiros e afins vivem mais tempo. Os israelitas khibbutzzinos e o alemães-compradores-de-terrenos-nacionais-no-alentejo têm toda a razão.

É por isto mesmo que não tenho mais tempo para escrever....

11 Julho 2008

quando as cartas saem iguais...


A propósito deste post no Blasfémias lembrei-me duma entrevista há um mês ou dois na SIC Noticias (no Expresso da Meia-Noite) em que estavam a ser entrevistadas 4 pessoas entre as quais a J. Dias: discutia com uma personalidade do PS - Vitalino Canas - e em que eu interiormente já pedia ao Deus Todo Poderoso para que perguntasse a essa ilustre senhora (algo demagoga?, mas toda arranjadinha, muito bem, como convinha) que apresentasse argumentos acerca do tema em questão - julgo que era o contrato de trabalho - e tal como eu desconfiava, ela em nada conseguiu retorquir, chegando ao ponto de não conseguir olhar o seu retractor nos olhos e refugiar-se no politólogo à sua direita, tentando fixar-lhe a atenção... Enfim, ela apenas repetia uma espécie de cassete (o povo e blá blá)...demonstrando total desconhecimento da matéria, e assim, espante-se, das necessidades do dito povo. O que não queremos dizer que com ele não se preocupa. Sem dúvida empolga-se muito sob esse estandarte.


Tenho pena de não me recordar dos pormenores agora....apenas me ficou retido o asco que tal prestação provocou...


É como os lugares de esquerda de quem nunca conseguiu mais do que um terço do seu potencial...vá lá....lugares marcados numa sessão de "Entrada Livre"

Quando as tensões não são resolvidas....

(foto "tirada" ao blogue fotocontemporanea.blogspot.com)




Não deve ser deslocado do seu sentido estatístico, mas nem a propósito enquanto num dos nossos bairros se decidem disputas a tiro em Itália Berlusconi e seus partidários são almejados elas críticas severas relativas à disposição do Governo Italiano em inventariar, via a recolecção de impressões digitais, dos Roma (i.e. ciganos), acto que fez levantar em vozes uníssonas as Esquerdas italianas, a Santa Sé e as Nações Unidas assim como alguns órgãos dos poderes judiciais daquele país...



O objectivo do governo seria o de separar - de entre os cerca de 150 mil que se "abarracaram" na Península Itálica - os Roma cidadãos italianos dos imigrantes ilegais e sobretudo parar com a criminalidade infantil directamente incentivada pelos paizinhos Roma - entenda-se que muito provavelmente nem todos as pessoas dessa etnia são criminosos.... É um assunto prequelitante, por não se gostar de testemunhar crianças - ainda de pequena estatura - a serem catalogados...mas cá em portugal são muitos os pais que pedem aos serviços próprios a criação de um BI para os seus filhos muito antes de a estes lhes ser mandatado tal registo: e o dedinho tem que lá estar no cartão. Então qual é o problema? O problema são os adultos Roma que exploram essas mesmas crianças em esquemas dignos de bem estruturadas quadrilhas e gangues criminosos e depois têm o desplante de reclamarem a acção do Governo. E o que se esperava? o ladrão pede ao polícia para o revistar?...normalmente não. Eu tenho muita dificuladade em concordar com estes políticos berlusconianos - apesar de perceber muito pouco da política italiana - mas tenho que concordar com o autarca que desmistifica a noção romantica Dickenniana - relembrando Oliver Twist - vivida nas estações de comboios, autocarros, ruas, garagens, etc etc que o cidadão italiano tem de enfrentar perante esta forma de crime organizado.



De entre várias fontes podem ler o artigo no Telegraph.

07 Julho 2008

Alguns preocupam-se em manter actualizada a nossa memória, mas ainda há tanto por recuperar




Há uns meses perguntei porque não se falava sobre Nadir Afonso. Acto típico nesta sociedade trend-made (foi a preguiça que me fez escrever em inglês....).

Existe então um sítio web que mantém viva essa procura: Espacilimité. Vale bem a pena ver as obras desse pintor cuja obra tanto aprecio.

Sobre o fim e o início




Ao me enviarem este artigo que faz uma célere introdução a Nietzsche, surgiu-me à mente os aproveitamentos da esquerda mais à esquerda e com tendências niilistas advogada pelos pretendentes-a-Verdes (por serem US made) da geração louca dos anos 60 do século passado, que num vaipe propagandístico tipo dominó numa oblíqua formalizaram a Teologia Radical.

Lembro-me duma acesa, pessoal e irresponsável discussão à uns anos em que essa formulação teria sido consequência muito directa da ascendência do Homem como único veículo de si mesmo e dos conceitos empiristas e Kantianos (perdoem-me o resumidíssimo...). Para Nietzsche, esse Homem era indefinível dadas as intermináveis perspectivas internas que pode assumir. Nessas flutuações, gera-se um ciclo que pode re-aprender Deus?


De qualquer forma, o artigo está bem simplificado: The heaviest burden, por Gyorgy Tatar.
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04 Julho 2008

A moda dos sem título já passou mas a minha moleza não (mantém-se o gosto pelo hiperrealismo)


Pintura a acrílico

Autor: Claudio Bravo (link para enumeração de obras no Museo Nacional de Bellas Artes, de Santiago do Chile).
Título: Instrumentos musicales. 1994

Sem Título (porque me deu a preguiça e permaneceu o gosto por fotografia...)



Autor: Michael Eastman
Título: Courtyard. Bolonha, Itália. 1992

30 Junho 2008

O caminho pode (?) estar traçado, mas não está iluminado...




No The American scholar.org William Deresiewicz confessa que "It didn’t dawn on me that there might be a few holes in my education until I was about 35".


Mais cedo ou mais tarde esbarra-nos no nariz as omissões no carácter, na informação e no saber Ser-se Homem...e nem é preciso ter-se formado numa Universidade de topo...

...do que as grandes Universidades podem/publicitam/fazem de nós, no mesmo artigo The Disadvantages ofan Elite Education.
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a vida "encruzilha-nos"




Consegui encontrar a saída....já me posso dedicar a estes escritos.
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17 Maio 2008

Sim...


Autor: Bianca Regl
Título: Filaree Hights
Óleo sobre tela; 2007

Representada pela DNA Galerie

Ofereçam-me umas noites aqui!





....no DO & CO Hotel de Vienna.

16 Maio 2008

Do que se degenera....



Autor: Marcos Magalhães.

Ano: 1979

15 Maio 2008

Hiper....

Autor: Adam Stennet
Título: Mouse on ring at olana 1. Óleo sobre tela
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Dêem uma olhadela à galeria 31GRAND, de Nova Iorque.

Atentem: isto é uma pintura! Como tinha dito à uns "posts" atrás: voltou o Realismo.

Que não nos falte hidrogénio....

(fonte: NASA)

Pedi para me explicarem a direcção que o(s) Universo(s) está a tomar mas esgotada a paciência (humm...), desistiram e indicaram-me este artigo, que é passível de ser classificado como Introdução à iniciação da Astronomia para totós: e resultou lindamente.

A imagem pretende explicar o Big Bang.

Triliões de anos.....





14 Maio 2008

viver com Ausências prolongadas

(fonte da imagem: einside.kent.edu)
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Para quem tem que viver com o Autismo, ou para quem quer aprender: dois bons sítios para obter bibliografia mais especializada.
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Lendo....




Para ler com atenção. Sobre Serenidade. Este povo precisa.
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Interessante.......


Como as revistas de poesia podem perder o seu status elitista e "chegarem" a um público mais vasto. Leiam este artigo do Guardian.


13 Maio 2008

Filosofar...e descomplicar.

(fonte da imagem: simmons.edu)

"Modes of philosophizing": sugiro a leitura deste artigo sobre filósofos e não-filósofos e filósofos outra vez. Respondem às perguntas Jonathan Barnes [perdoem-me o uso da Wikipedia...], Myles Burnyeat [ de novo...eeerrrr], Raymond Geuss [é para uma recensão...] e Barry Stroud.


Obrigado por Vos importares.




Porque é muito importante: 13 de Maio de 1917.
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Menos um pop-pauvre que nos espantou...


Não é um epíteto esforçado mas Robert Rauschenberg surge referido nas boas Histórias da Arte.

É uma pena que outro dos grandes nomes da arte do séc. XX tenha falecido.

Artigo no NYTimes (donde retirei a foto acima).

07 Maio 2008

Vou experimentar com o meu sobrinho...

Está muito engraçado este filme do Job Wouters que compara a escrita do alfabeto por um adulto e uma criança.


Muito longe dos castelos à beira-mar nas férias...

Absolutamente delicioso e impressionante. Pintura de (em?) areia por Ilana Yahav.


06 Maio 2008

Die Rauber !




Estes dois vultos maiores da literatura Alemã (i.e. Germânica...) deveriam ter estado a repousar lado a lado nos últimos 2 séculos....Mas ao lado de Goethe (imagem de baixo) não está Schiller (imagem no topo).
Podem ler o artigo no Spiegel.
Nós não íamos examinar o esqueleto de D. Afonso Henriques?? ... Enfim...




03 Maio 2008

O traço no Nada...





Do atelier de Daniel Libeskind - que ganhou o concurso para a reconstrução no "Ground Zero" em Nova Iorque, concebeu o Museu Judaico em Berlim, para mencionar apenas alguns dos projectos mais sonantes- surge o The Ascente no Kentucky (EUA).
Não tem absolutamente nada a haver com o meio circundante...Dá-lhe uma classe que não possuía. As vistas devem ser óptimas.

Este vídeo poderá englobar-se como "speed building"...


video

Observar os Outros...

O Realismo em arte reocupou uma boa parte da produção artística Ocidental desde os anos 90 do século passado; maior ou menor qualidade é sempre discutível.

Gosto deste "clip" de vídeo da Karin Jurick - mais do que a obra em si. Parece contradizer os típicos ensinamentos das Belas-Artes, mas consegue um efeito impressionante.

De resto sempre gostei de ver estes filmes de "speed painting" - perdoem-me o estrangeirismo.

29 Abril 2008

Um muito breve "sketch"...





Não podia deixar de mencionar alguns blogues que vou adicionar à lista, que se reportam ao desenho rápido, vulgo sketch. De facto, desconhecia este mundo que gira à volta dos Moleskines!

Moleskine Project: uma espécie de suporte global de desenhos em Moleskines.

Blue Moleskine: um(a) "Moleskine" Português.

Sketchblog: um registo - recente - de esboços.

Making a Mark: sobre técnicas e variados temas à volta da arte.

SketchCrawl: registos pessoais "moleskinianos".

Moliskinerie: um mundo Moleskiniano! Impressionante.

Bibliodyssey: sobre ilustração de publicações. Vale a pena perder tempo a ver esta História.


São algumas sugestões apenas....

28 Abril 2008

A visão dos Outros

Autor: Vaughn Teegarden

Título: Working from past to present... the old school (4)




22 Abril 2008

Para gáudio dos turistas...

Quem já foi a Paris muito provavelmente não resistiu a subir ao topo do Torre Eiffel. Eu não resisti! Confessso...

Como se devem recordar, terá sido uma experiência morosa e resfriada!

Pois os parisienses querem alargar o espaço de manobra das "hordas" turísticas - Eiffel teve o bom senso de criar a torre de modo que aguentasse pesos superiores aos de ainda hoje...espaço é que não.

Eis o que propôe o atelier Serero para solucionar a questão.




21 Abril 2008

Os patifes...

Ao referirem-se às acções de governo dos vizires do Sultão Mameluco al-Ashraf Sayf Addin Barsbay (Egipto, séc. XV) - que agravou a sua situação monopolizando, em nome do tesouro real, as trocas comerciais do eixo Ocidente/Extremo Oriente - os "historiadores" islâmicos descreveram-nos da seguinte forma:

Eles eram patifes cruéis, inventores de injustiças sem fim, arrogantes e vaidosos. Não eram famosos nem pelos seus conhecimentos (...). Eram a escória da sua época (...). A sua existência, empenhada exclusivamente na opressão do povo, foi uma desgraça para a humanidade.



Para pensar...

20 Abril 2008

A visão de outros



Título: Rails. Oud Ade, Netherlands.



16 Abril 2008

Não só na "maravilhosa" China??

Vejam este documentário (Forsaken) vencedor de um prémio da Canadian International School sobre a pobreza na terceira idade em Hong Kong.

E por cá?

15 Abril 2008

Yes my brother I know...(muitos anos depois tudo acontece como aos outros)


Fonte da fotografia: LaCourPhoto.net

Yes my brother I know,
The rest might not, but I have treasur'd every note,
For more than once dimly down to the beach gliding,
Silent, avoiding the moonbeams, blending myself with the shadows,
Recalling now the obscure shapes, the echoes, the sounds and sights after their sorts,
The white arms out in the breakers tirelessly tossing,
I, with bare feet, a child, the wind wafting my hair,
Listen'd long and long.

WHITMAN, Walt, Sea-Drift, Leaves of Grass.

Um "zapper-qualquer-coisa" s.f.f.

Há pouco tempo fui ver a Madame Butterfly ao Coliseu dos Recreios: gostaria de ter um dispositivo que fizesse desaparecer aquelas irritantes pessoas que tomam a si a liberdade de "cantar" as passagens que mais gostam, num tom que me impeçam de ouvir (!) a própria soprana...

...caro senhor, se tal aparelho existisse, vossa ignomínia teria desaparecido num ápice.


Natureza adaptada...

Integrar componentes naturais no próprio corpo arquitectónico talvez seja uma melhor solução do que os mini-bosques-tipo-avenidas tão comuns em Portugal.


A equipa Mass Studies fá-lo com resultados impressionantes.










Coragem...

Não sou grande apreciador de música de tipo "Metal" (é assim que se a descreve??), mas esta composição dos Manowar - Courage - ficou-me no ouvido.




Hoje estou de parcas palavras.
Adicionei na coluna do lado alguns blogues, escritos em Português, que tenho visitado com gosto.

"De glória..nada!"

Cá retorno. Mais cansado de tudo, mas mais enérgico para tudo também: cansado da falta de verdade, mais forte por ter resistido.

O post anterior foi de partida. Este pretende ser de chegada; se conseguir apanhar o ritmo...

26 Fevereiro 2008

Prefiro-me "lá fora"

Este blogue está em apneia....a única forma de o socorrer é afastar-me da minha vida lá fora.
......
Como não o vou fazer, deixo-o no limbo. Quando tiver tempo a sério invisto a minha mente nisto.

Enfim, vou continuar um novato no "bloganso"...

até logo.

18 Fevereiro 2008

Quantos de nós os vimos já nesse estado...


A alegria e a expressão muito personalizada de Snodgrass (poeta norte-americano) ao comentar o seu despedimento da Universidade de Cornell. Para ser (deve ser) visto no People Archives.

Para quando um Português?

O que eu me ri...

De Snodgrass escolhi este, dos seus mais conhecidos.


These lawn chairs and the chaise lounge
of bulky redwood were purchased for my father
twenty years ago, then plumped down in the yard
where he seldom went when he could still work
and never had stayed long. His left arm
in a sling, then lopped off, he smoked there or slept
while the weather lasted, watched what cars passed,
read stock reports, counted pills,
then dozed again. I didn’t go there
in those last weeks, sick of the delusions
they still maintained, their talk of plans
for some boat tour or a trip to the Bahamas
once he’d recovered. Under our willows,
this old set’s done well: we’ve sat with company,
read or taken notes—although the arm rests
get dry and splintery or wheels drop off
so the whole frame’s weakened if it’s hauled
across rough ground. Of course the trees,
too, may not last: leaves storm down,
branches crack off, the riddled bark
separates, then gets shed. I have a son, myself,
with things to be looked after. I sometimes think
since I’ve retired, sitting in the shade here
and feeling the winds shift, I must have been filled
with a child dread you could catch somebody’s dying
if you got too close. And you can’t be too sure.

in "Siting Outside"

De vez em quando tenho que ir ali...

Estas ausências forçadas não me fazem bem....não me fazem mal também.

Tentei alterar um pouco a aparência do blogue, mas não ficou nada agradável. Serviu no entanto, para me inteirar nesse (para mim) mundo Novo dos feeds e readers...o engraçado no que o Mundo se revolucionou. Onde estive??

Apercebi-me de vários erros ortográficos nalguns dos posts. Tentarei corrigi-los.

Peço desculpa na demora da resposta a alguns comentários que tão gentis visitantes determinaram por bem colocar aqui. De futuro, aplicar-me-ei melhor.

Não sabia que este espaço tinha tantos visitantes! Obrigado a todos.

13 Fevereiro 2008

É bom saber um pouco da língua para onde vamos passar férias...

Se gostam de aprender novas línguas experimentem inscreverem-se numa comunidade online que foi criada exactamente para esse efeito: o Livemocha.

É grátis, basta fornecer um e-mail.
É pena que ainda não tenham disponível a língua que eu queria aprender - sueco - mas podem lá encontrar Inglês, Francês e mais 4 ou 5 línguas. Parece-me que aquilo vai crescer, como tudo o que é criado pelo utilizador.
Pareceu-me um conceito bastante agradável: fiz um teste intermédio de francês que constituia em identificar objectos e construir já com alguma complexidade frases do dia-a-dia. O programa é muito amigo do utilizador, e requere apenas o esforço mental, tal é a simplicidade da estrutura.

Os utilizadores podem - e muitos fazem-no - oferecer-nos correcções dos exercícios escritos.

11 Fevereiro 2008

Do que o fogo levou...


Através do blogue Miss Pearls soube que a biblioteca Anna Amalia Bibliothek já foi reconstruída (na totalidade?), após o incêndio de 2004.

Realmente lindíssima: visitem o site da Fundação dos Clássicos de Weimar (será assim que se deverá traduzir em Português?)

Dá dó ver o estado de alguns livros, após o incêndio. No site podemos inteirarmos-nos do processo da sua reparação.
Anna Amalia von Braunschweig-Wolfenbüttel era uma das oito filhas do Guilherme I da Prússia. Nasceu em Berlim em 1723. Além de ter recebido instrução musical (e composto) sob Kirnberger - ele próprio aluno de Bach - a princessa criou uma inestimável biblioteca de grande importância para a recolecção de cultura ocidental na Europa.

Do que li sobre o Luiz Pacheco

Como é comum quando se trata da nossa História Humana, debate-se muito quando as mentes desaparecem. Artistas, cientistas, escritores, diplomatas, políticos...Mas no que toca às artes nota-se mais: parece que temos medo de dizer bem ou mal de alguém que ainda respira entre nós; medo das reacções? dos enganos?

Assim, muito se escreveu sobre o falecido Luiz Pacheco. Do mundo dos blogues - ao qual apenas recentemente aderi - gostei especialmente de ler estes dois blogues: o "O funcionário cansado" e o "segundo-impacto". Apesar de me ter rido com algumas das entrevistas apresentadas no 1º blogue referido, tenho que confessar que tenho uma "queda" por aqueles que conseguem manter o nível e a presença "cuidada"...que falem, sim; que criem o caos pelo caos, de forma grosseira, não.

Não vale a pena: sempre me pareceu como o desiquilíbrio no (para) nefasto. É claro que a genialidade não é (ou nem sempre é) feita de equilíbrios. É fora da norma que a encontrámos. É fora do comportamento usual das sociedades que vemos os "grandes loucos" da História da arte. E queremos que assim continue, sem o qual dificilmente haverão grandes "progressos" culturais e mentais. Mesmo assim, o asco projectado pode não revelar ser um contributo para a nossa Humanidade. Nem todo o louco é génio, e nem todos os génios nos ajudam a andar para a frente.

Ainda, confesso que não conheço suficientemente a obra do Luiz Pacheco para opinar com confiança.

Cito aqui do "segundo-impacto":

os génios os loucos e os oportunistas.
Nas palavras mete-se o que se quiser e diz-se o que se quer, escreve-se o que se quer e finge-se sentir, pensar, querer assim, como se escreve.Nos livros e noutros transportes da arte encontra-se o génio de quem parece pensar diferente, de quem coloca as palavras desordenadas, desorientadas, figuradamente anárquicas em poesia ou em prosa ou nas disposições da alma e na criatividade de artista.Na vida o génio confunde-se. Mistura-se uma certa necessidade aparente de ser louco com a impossibilidade de não o ser na vida e com os outros, com os próximos.Deixo de compreender o génio quando se desculpam as malvadezes e as perversidades e as justificam com o dom carregado ao longo da vida.A alma acolhe a transformação de nós em nós quando nós nos transportamos para as artes. Quando a forma de arte se opõe à alma, deixa de ser verdadeira e passa a ser uma farsa imensa de quem quer ser louco na poesia, na literatura, na pintura e acima de tudo na sua relação com os outros, na forma como abandona a vida.O prémio é egoísta, comodista e interesseiro. A opção de se ser louco para se ser génio é triste, apesar de compreender que a loucura e a criatividade conduzam à genialidade, não compreendo a obrigação de ser louco para ser génio.Independentemente de reconhecer ou não o génio nunca reconhecerei o louco, o homem, a sua vida. Nunca elogiarei nem louvarei quem use a loucura para se conduzir a si mesmo, quem use os outros sob a sua muleta, os magoe e os desrespeite para se alcançar a si mesmo e ao mesmo tempo se perder.Reconheço a obra. Nada mais.

10 Fevereiro 2008

Um guia de livrarias europeias

Após uma pesquisa no inter-espaço...que palavra...encontrei este blogue bastante interessante: o Bookstore Guide.

Cito da apresentação do sítio:

"Hello! We are Sonja and Ivan. And this is our Bookstore Guide. The idea of writing a guide to bookstores all around Europe was conceived while we were on a vacation in Sarajevo, Bosnia. Having a passion for reading and traveling, we have encountered various bookstores throughout Europe and thus have decided to make this blog and write about our findings. If you happen to find yourself in, let's say Amsterdam or Berlin or any other city, we hope that this Bookstore Guide will help you find the books you are looking for so make sure you stop and browse for some of your favorite books in these bookstores"

Estive a ver algumas das livrarias e obviamente à procura de um registo sobre uma de Portugal. Por enquanto ainda não há. Mas pela perspectiva geral (fundamentada em várias informações dadas por leitores) vale bem a pena a visita.

Pode ser que alguém lhes indique algumas das nossas...

De quem nos esquecemos...



(assim que redescobrir o autor da fotografia acima colocarei o respectivo crédito)

05 Fevereiro 2008

Sobre poesia...


Via o Porosidade Etérea (da responsabilidade de Inês Ramos), um blogue que tem divulgado notícias da "área" da poesia - já de si notável, e que consulto regularmente - fiquei a saber que o "Poema com h Pequeno" (in "O Canto e as Armas" de Manuel Alegre) vai ser o representante do nosso país no Printemps des Poets de 2008.

Visitem o blogue e leiam o poema seleccionado.


Por mim, do site acima - muito bem construído - pedi emprestado este extracto de "Nulle autre saison" in L'Arbre à paroles, 2002, de Max Alhau.


On choisit sa patrie
à la mesure d'un sentier,
d'une alouette qui grisolle,
d'un éclat d'ombre dans un jardin.
Ceux qui nous accueillentne nous connaissent pas.
Ils longent notre destin à contre-courantet nous font signe d'approcher.
Nous sommes déjà en pays conquis,
liés à nos racines premières,
arbres de sang et de paroles.
L'intérieur de la maison,
même si les murs se sont effondrés,
nous l'occupons de plein gré.

Nous résidons ici en toute confiance.

"The right man...."


Segundo o Le Monde, em Março deste ano acederá ao cargo de director do Musée D'Orsay o Historiador de Arte Guy Cogeval, que abandona assim Montreál.

Parece que a sua vinda não é muito apreciada pelos académicos e burocratas "parisienses", pois o novo director aprecia (além das individuais, já comuns nos museus franceses) as exposições temáticas, assim como d'outras artes (cinema, teatro...); ainda, não é especialista em arte do séc. XIX...

Excelente trabalho o do director cessante, Serge Lemoine.


Por sua vez, segundo Wall Street Journal o Museum of Modern Art de Nova Iorque recorre a uma firma (a Phillips Oppenheim) para lhe encontrar um director, já que o que preenche o cargo desde à três décadas, Philippe de Montebello, decidiu reformar-se.


Este método de recorrer a uma empresa privada para procurar "the right man for the job" é capaz de não ser má ideia.....aplicável em Portugal? Talvez se evitassem certos dissabores e desilusões...